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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Recinto da Maison - Reunião Palácio do Rio Branco

Hoje cedo (23/04/2012) fui à reunião na prefeitura a respeito do orçamento para a construção do recinto da Maison, que está determinado pela alta cúpula deliberativa de iluminados de Ribeirão Preto, que será no Bosque Fábio Barreto.

Logo que cheguei, um bruta-montes veio pra cima de mim e falou no pé do meu ouvido: " você não vau me dar trabalho aqui hoje não?". Já me senti intimidado e nem tinha intenção de me manifestar. Mas provocado desta forma disse:

- "Não sou eu quem você deve vigiar, mas sim aqueles que estão no poder. Eles sim devem estar fazendo algo errado".

Começada a palhaçada, Absolutamente todos os funcionários do bosque presentes para dar coro e platéia para o circo armado. Presentes também estavam os representantes da Nestlé, Telefônica, e umas seis empresas construtoras junto à mesa de negociações e a secretária da destruição do meio ambiente, Mariel Silvestre.

Assim que começou o mela-mela de dona Darcy, de seu "instinto materno" com a Maison e outros blá blá blás... Tive que me manifestar e gritei:

-- "Com qual dignidade a Maison Ficará? saiu de um circo e foi para outro!"

O bruta montes me deu uma barrigada com seus braços cruzados apoiando-se sobre a mesma. me retirei da sala. Os seres das trevas todos se manifestaram...

- " Que absurdo, você é contra o município? " - dizia um Maçon de bigode também membro do cabide de emprego do setor público municipal.

Me retirei, o bruta-montes não me deixou entrar mais até o final do circo. Quando novamente entrei, Dona Darcy dizia sobre as construtoras que financiaram em materiais a construção do recinto. Indaguei novamente:

- " Qual a contra-partida das construtoras? algumas licitações no caso da re-eleição?". O circo prosseguiu... não tinha mais nada a dizer. me retirei.
Lá fora, veio uns 15 funcionários do Bosque, capitaneados por um que era um pouco mais hostil, que veio pra cima de mim dizendo:

" -- Você é louco comparar nosso bosque com um circo ? ".
A tentativa de intimidação é nítida. indaguei se essa era a tentativa dele, de me intimidar. e pelo meio dos seres das trevas passei e me retirei.

Parte do dinheiro sairá de um fundo de educação ambiental. Como se educar crianças e e adultos colocando um elefante em um cubículo de 750 m², como o IBAMA prevê que seja suficiente? Qual a eficiência desta educação ambiental municipal, que ensina que o Agro-Negócio é bom para proteger a vida?

Não a toa vivemos uma crise de percepção ambiental, o inimigo oculto está infliltrado em nossas instituições. Se não reapropriarmos nossas instituições , Ribeirão continuará fazendo o mesmo papelão, sendo apenas a capital do agro-negócio, e nada mais para seus cidadãos.

Orgulho será o dia que formos a capital da Agro-Ecologia.

Entrevista Completa dada à Revista REVIDE sobre o caso Maison

Aqui está o Link da parte editada da Revista REVIDE, mas segue também a entrevista completa, para quem interessar.
Obrigado pela atenção.
Com pesar sobre a Maison... de um circo para outro...

http://www.revide.com.br/gerais/discussoes-ambientais/

mas Segue entrevista completa, pois está mais informativa.

1- A manifestação que acontecerá no dia 28 acontecerá em uma cidade específica ou em várias cidades simultaneamente?
2 - Existe um grupo ou uma ONG coordenando essa manifestação pelo Brasil? E aqui em Ribeirão Preto tem? (Estou perguntando isso, pois é legal ter um nome para atribuir)




1 e 2 – A manifestação anti-vivissecção e experimentação animal estará ocorrendo no mundo inteiro no dia 28/04. No Brasil será o segundo ano que ocorre, e ampliou desde sua primeira edição, com apenas cinco cidades participantes, para mais de 50 cidades. No Brasil tem como organização coletivos como o grupo “Cadeia para quem maltrata os animais”. Tem como objetivos sensibilizar as pessoas e instituições de pesquisa sobre os direitos e o bem-estar dos animais, o consumo consciente de produtos que não explorem os animais e gerar um encontro de ideias e pessoas para se pensar alternativas. Aqui em Ribeirão Preto é uma organização independente de pessoas engajadas com a causa. Podemos chamar de movimentos ING e ONGs: indivíduos e organizações não governamentais.

3 - No dia 28 vocês se reunirão, a partir disso vocês farão algum ofício para enviar às secretarias municipais e a prefeitura?

3 – A ideia de início é sensibilizar as pessoas e causar reflexão. Os encaminhamentos futuros podem ser o convite à comunidade acadêmica, como o comitê de ética da USP, para se debater o assunto, ter um panorama geral da situação, e pensar alternativas que possam se materializar em mudanças. Responder a perguntas como: qual o limite do tolerável? Existem procedimentos e protocolos científicos que podem ser revistos para diminuir a mortalidade das cobaias? Coisas deste tipo. Mas penso que ficará restrito num primeiro momento ao debate junto às instituições de pesquisa.

4 - Sobre o Santuário Animal e o centro de triagem e reabilitação de animais silvestres. Se faz necessário aqui em RP?

4 – Sobre o santuário animal, o centro de triagem e reabilitação de animais, se faz mais do que necessário. Na região de Ribeirão Preto temos a paisagem do meio rural extremamente fragmentada, com matas de cerrado e floresta semi-decidual, que comportam grande quantidade de fauna, como lobos-guará, tamanduás, veados e outros animais que estão em risco de extinção. Esta fragmentação faz com que estes animais se desloquem para os canaviais, para as beiras de estrada, por não terem mais seus habitats naturais preservados. Assim estão sujeitos ao fogo dos canaviais e às mortes por atropelamento. Quando um animal destes é capturado nestas situações, é solto sem nenhuma previsão, acompanhamento e monitoramento da existência de outros da espécie por perto e de como está sua saúde. Na falta de uma estrutura para endereçar estas questões, quem faz isso é a polícia ambiental ou os bombeiros, que não tem uma análise mais aprofundada com a fauna na região, situação que seria resolvida com o estabelecimento de um centro de reabilitação e triagem de animais silvestres. Este é um mecanismo para dar suporte à biodiversidade da fauna nativa, gerido pelo IBAMA, e que não existe na região de Ribeirão Preto.
Quanto ao santuário animal, se trata de uma outra forma de estabelecer a relação homens-natureza. Os zoológicos como conhecemos são lugares para as pessoas. Os santuários tendem a ser lugares para os animais. Esta é a diferença fundamental. Isto implica na percepção ambiental das pessoas sobre a responsabilidade com o mundo que os cerca. Basicamente é uma forma de oferecer qualidade de vida aos animais e melhor educar as pessoas. O zoológico tenta recriar um ambiente artificial, para na aparência lembrar o habitat da espécie. No santuário, o local a ser escolhido já tende a ser o habitat natural, ou muito próximo disso, com ampla liberdade, autonomia e dignidade para as espécies residentes.

5- Existe casos de experimentação e vivissecção animal aqui em RP? (Desculpe se a pergunta soou um pouco óbvia, mas é que não sei mesmo)


5 – a maior parte das instituições de pesquisas como a USP, Barão de Mauá, Moura Lacerda, fazem uso de cobaias para seus experimentos, aulas práticas, etc. A USP mantém um biotério com ratos, coelhos e cobras para suprir os laboratórios de pesquisa. Não tenho acesso agora ao número de animais mortos por dia, mas com certeza não é um número trivial.


6- Tem uma base de quantas pessoas se reunirão no sábado (28) aqui em RP?


6 – estamos esperando algo em torno de 30 pessoas para o debate do dia 28. Ainda são poucas as pessoas que efetivamente se engajam para a luta nas causas animais, por isso a necessidade de promover estes encontros para estimular a ação e sensibilização.


7- Você citou questionar a capacidade do bosque como abrigo para animais. Acha o local inadequado?

7 – Uma coisa é pensar se o zoológico é um espaço para os animais ou para as pessoas. Penso que o bosque zoológico é um espaço para as pessoas conhecerem uma diversidade de bichos, mas que não consegue efetivamente promover outra função inerente a estes espaços: a conservação das espécies, com bem-estar, dignidade, e capacidade para a reprodução. A taxa de reprodução das espécies em zoológicos é muito baixa. A partir desta resposta vamos para outro elemento que deve ser analisado.
Para compreender o bosque é preciso colocar em perspectiva histórica sua ocupação. O espaço foi recebendo sucessivas liberações do IBAMA para receber animais, e acabou por se tornar um zoológico. Mas não foi uma instituição que foi planejada para isso. Foi um improviso, que foi recebendo improvisos, e hoje está operando, ainda improvisando. Tanto que o recinto da elefanta Maison é um improviso, uma vez que não tem vocação natural para comportar um elefante. Digo vocação no senso Amplo. Não os 750 m² que o IBAMA diz ser suficiente para alojar um elefante. E é justamente esta cultura do improviso que as administrações públicas precisam superar para que dê lugar à cultura do planejamento sistemático, encadeado, consequente, que reflita os avanços da tecnologia e permita a inserção dos valores da sociedade.
Um reflexo desta cultura do improviso e uma implicação prática puderam ser observados no feriado da páscoa. A caminhada do calvário terminou no Morro do São Bento. Ao final da encenação houve a queima de fogos imediatamente ao lado do Bosque Zoológico, afetando a todos os animais. Tentei acessar as secretarias de cultura e o bosque alertando para este problema antecipadamente, e houve apenas negligência.
Uma cultura de planejamento incorporará elementos do uso e ocupação do solo, criando parâmetros normativos que levem em consideração as peculiaridades, como a presença de um zoológico ao lado da queima de fogos. No caso, a construção de um santuário animal deve considerar diversos aspectos para a sua localização, que irá refletir na relação com o seu entorno, como a criação de um ambiente de paz para os animais residentes, permitindo, entre outras coisas, aumentar a compressão dos seres humanos sobre como nossas ações estão conectadas com a natureza. Afinal, somos todos uma coisa só.


8- Só para ter registrado, vou perguntar outra vez: O caso da Maison foi um divisor de águas para os protetores de animais decidirem se reunir?


8 – Recentemente a sociedade vem despertando e se sensibilizando sobre a condição animal no Brasil, mas com certeza a elefanta Maison foi um disparador para suscitar uma série de questionamentos. É preciso ter maturidade e ir além do tabu para endereçarmos qual o futuro que queremos para nossa sociedade, nossas crianças, nosso ambiente e isso perpassa por fazer uma análise crítica sobre como as nossas instituições estão organizadas.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Notícia Gazeta 23/03 situação Maison

Enquanto isso, a Maison segue aprisionada em uma jaula feita de madeirites e um espelho d´água altamente eutrofizado...
Em um lugar extremamente inapropriado para alojar um elefante, tal qual o bosque Fábio Barreto, é claro que muitas serão as necessidade de adequações, que tem alto custos e que não passam de medidas mitigadoras para tentar enriquecer um ambiente inapropriado, muito distante das reais necessidades de um elefante.
Este é o respeito que queremos que nossos filhos tenham com os animais? será que reverteremos o processo de degradação e genocídio das outras espécies com este tipo de mentalidade vigente?
Liberdade e dignidade Já. Por um Santuário Animal para a Maison!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Vídeo Elefanta Maison Ribeirão Preto



Vídeo que explica o por que da baixa transparência quanto à alocação da elefanta Maison no bosque municipal em Ribeirão Preto: ela se encontra em um espaço de confinamento restrito e precário, não condizente com as necessidades da espécie.

Ela encontra-se alojada em baixo de uma lona que mal pode cobrir o tamanho do seu corpo. Contra chuvas, sol, trovoadas, relâmpagos...

Ao menos a lona do circo Kroner em que ela passou os 38 anos de sua vida era bem maior!

e agora o município irresponsavelmente que toler de liberdade este animal pela resto de sua vida, para uma outra modalidade de circo exibicionista, que não oferece condições mínimas de liberdade e dignidade.

Escravidão é perverso!

Free Maison!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Zoológicos ou Santuários ?

Zoológicos ou Santuários ?
Texto Via Cristina Reis - Imagem Ronaldo Kohn
FECHEM Zoológicos..Abram SANTUÁRIOS!



Zoológicos: prisões de animais até a morte (que crime eles cometeram?)
Quem pode se divertir vendo animais enjaulados e infelizes?

O escritor José Saramago afirmava que, se pudesse, ele fecharia todos os zoológicos do mundo. Ele nunca pode entender como as pessoas conseguem se divertir nestes parques onde, geralmente, animais tristes em cativeiro sofrem terrivelmente em espaços imundos e pequenos vivendo num tédio e monotonia,maus tratos por funcionários. Atualmente, os zoológicos são totalmente desnecessários porque há inúmeros vídeos e documentários sobre a vida animal.

Nos zôos as pessoas aprendem que os animais são tratados como objetos de consumo: se divertem vendo a dignidade perdida dos animais.

Quem quer se divertir vendo animais enjaulados e infelizes?
A exploração de animais em zoológicos é uma violação à Declaração Universal dos Direitos dos Animais que assegura que todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins supostamente educativos é condenável.

Os zoológicos são prejudiciais até mesmo para a preservação da fauna em cativeiro.
Um estudo da Sociedade Real Britânica para a Prevenção de Crueldade contra Animais denunciou recentemente que a vida nos zoológicos está matando os elefantes no mundo. Segundo o estudo, os elefantes selvagens vivem muito mais tempo do que os mantidos em cativeiro. A fêmea africana consegue chegar apenas aos 17 anos em um zoológico, enquanto as fêmeas, vivendo naturalmente no Quênia, vivem uma média de 56 anos. O estresse e a obesidade são provavelmente os fatores responsáveis pelas mortes.

Elefantes aprisionados em zôos sofrem freqüentemente de Infanticídio, herpes, tuberculose, infertilidade e comportamento estereotipado. A vida nos zoológicos está matando os elefantes e sendo degradante para todos os animais. A população de elefantes dos zôos não cresce se não houver novas importações.
Não podemos permitir que estas crueldades continuem.

Devemos ensinar as crianças (e adultos) a respeitarem os animais. Nos zôos as pessoas aprendem que os animais são tratados como objetos de consumo: se divertem vendo a dignidade perdida dos animais. No final do dia, quando o público sai do zoológico, os animais, tristes, permanecem aprisionados. Que crime eles cometeram? —

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nota de esclarecimento 31/01 - Resposta à "noticia" da EPTV

Venho aqui prestar esclarecimentos.

Em comunicação, sempre haverá uma distância enorme entre os fatos e a notícia.

E isso é mais nítido quando se tenta apresentar algo, por telefone, a um jornalismo que se baseia em polêmica e factóides.

Fui bastante claro nas mídias que me procuraram que a pesquisa é de "MINHA AUTORIA", e de mais ninguém. A USP NÃO foi requisitada para fazer esta pesquisa. Este foi um EXERCÍCIO ACADÊMICO que EU realizei, na tentativa de elucidar alguns parâmetros de bem-estar animal para a Maison que devem ser minimamente observados. O que coloco na capa do meu projeto é meu currículo, para saberem de onde venho, o que faço. Não é uma pesquisa do meu mestrado, da USP.

Factóides são isto: deturpar o significado original da mensagem para que ela caia em descrédito.

Se quiserem usar a desinformação como forma de manipulação, não me procurem mais, ok? Começo a me arrepender de tentar ajudar.

O problema é que quem sofre com isso é a pobre Maison que continuará confinada em uma gaiola pelo resto de sua vida.


Este meu post é baseado na notícia publicada no jornal da EPTV.
Sítio: http://eptv.globo.com/ribeiraopreto/noticias/NOT,2,2,391135,USP+desconhece+estudo+para+abrigar+elefante+em+campus.aspx?391135

Me digam, como podemos, diante dos desafios que temos pela frente com o meio ambiente, contar com o bom-senso e a disposição para diálogo de setores conservadores como a mídia, os órgãos coordenadores e prefeituras? Sem falar da morosidade para se avaliar processos administrativos, também conhecida como burocracia... Esperava que com a ajuda da mídia fosse acontecer uma pressão positiva, mas noto o efeito inverso.

Minha pergunta é: quando deixaremos de lado o discurso da sustentabilidade, e sairemos do conceito da palavra pintada de verde para ação? com esses gestores, pelo que vejo, jamais.

Está lançado o desafio do século XXI.
Gabriel Ferreira de Azevedo Clemente

domingo, 29 de janeiro de 2012

Notícia Folha de SP Domingo - 29/01

Elefanta deve sair do bosque municipal, sugere pesquisador

Estudo aponta campus da USP como melhor opção para Mayson

DE RIBEIRÃO PRETO
Para melhor se relacionar com o meio ambiente, para fazer caminhadas mais longas e, principalmente, para se reproduzir e perpetuar a espécie, a elefanta Mayson não deve permanecer no bosque municipal de Ribeirão.

Uma melhor opção seria o campus da USP. É o que sugere estudo do biólogo Gabriel Ferreira de Azevedo Clemente, 26, mestrando da USP e integrante do Núcleo de Política e Ciência Ambiental do campus de Ribeirão.

A pesquisa foi protocolada na semana passada na coordenadoria do campus e na Prefeitura de Ribeirão, que estuda construir um recinto para Mayson no bosque. A criação do local, de alto custo, criou polêmica e o futuro de Mayson está incerto.

A análise do pesquisador buscou verificar como os dois locais respondem a questões como bem-estar do animal, espaço, alimentação, comportamento e reprodução.

Segundo Clemente, a lógica dos atuais zoos é de não apenas ser o último abrigo do animal, mas criar condições para que ele possa, inclusive, se reproduzir em cativeiro.

O bosque municipal, segundo o estudo, "terá um espaço de confinamento muito limitado, que acarretará possivelmente na falta de sucesso de um eventual parceiro e reprodução da elefanta".

Clemente vê na área da USP espaço não só para Mayson, mas para um possível parceiro, para que ela possa se reproduzir.

Além de oferecer mais espaço para a elefanta percorrer, o estudo diz que a vegetação do campus, com árvores frutíferas, permitirá a Mayson exercer sua autonomia de buscar alimentos.

Em nota, a prefeitura disse que a prefeita Dárcy Vera (PSD) não tomou ainda conhecimento do estudo e por isso não se manifestaria. A coordenadoria da USP vai analisar a pesquisa nesta semana.

(JULIANA COISSI)

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pesquisa: Translocação da elefanta Maison para o município de Ribeirão Preto. Uma Avaliação Ambiental Estratégica

Bom dia caros defensores do bem-estar animal.

Realizei esta pesquisa com o intuito de promover um quadro geral sobre bem-estar animal de elefantes asiáticos, bem como contemplar possíveis alternativas locacionais conforme estes objetivos, e outros objetivos estratégicos, com uma metodologia chamada Avaliação Ambiental Estratégica.

Espero com este trabalho que possamos avançar no debate sobre bem-estar animal para que minimamente alguns parâmetros sejam observados para a alocação da elefanta Maison em Ribeirão Preto, associado com os objetivos últimos das práticas conservacionistas: gerar pesquisas, ser uma ferramenta eficiente de educação ambiental e varrer da face da terra o fantasma da extinção das espécies.

Conto com a colaboração de eventuais ONGs em defesa dos animais que partilhem dos resultados e metodologias desta pesquisa para que consigamos publicizar estes resultados científicos que são coerentes com pesquisas acadêmicas de alto nível mundialmente reconhecidas.

O trabalho é gratuito de bens materiais, mas é fundamentado em valores imateriais, como o amor, a liberdade, a dignidade e a justiça aos nossos irmãos animais.

E que estes valores prevaleçam para que possamos construir a sociedade que sonhamos.
Uma boa leitura a todos.
Sugestões são sempre bem-vindas, conquanto que realizadas com respeito, por favor.
Atenciosamente,
Gabriel Ferreira de Azevedo Clemente

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Respeitável público - Apresentando: Maison Livre - Contexto



Hoje publiquei no grupo do facebook "fica maison" a seguinte ideia:
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Olá pessoal,

me chamo Gabriel, formado em Ciências Biológicas pela USP-RP e atualmente cursando mestrado em Ciências Ambientais na USP - São Carlos, e pesquiso no laboratório Agenda Ambiental - Núcleo de Política e Ciência Ambiental da USP/RP.

Acompanhando o caso da elefanta Mayson, vislumbrei uma possibilidade de contornarmos o problema existente.

Fundamentalmente o problema perpassa pela alocação do animal em ambiente com segurança e bem-estar e que promova o objetivo de atrair pessoas para aumentar a percepção ambiental, ser uma "ferramenta" de educação ambiental.

Pois bem.
Minha proposta, já apresentada informalmente à docentes da USP e aos responsáveis pela Mayson no Bosque Fábio Barreto, é a seguinte:

A USP/RP tem um espaço institucional de reflorestamento, que tem um objetivo bastante genuíno: é um banco de sementes de diversas espécies florestais, com plantas-mães coletadas em vários fragmentos de mata da região, o que garante uma grande variabilidade genética para este reflorestamento. Podemos comparar à uma Arca de Noé.

Alguns espaços próximos a este reflorestamento, pertencentes à USP, estão abandonados, sem qualquer função, e tem se tornado depósito de lixo de construções, pessoas que fazem macumba levam suas ofertas até lá com sacrifício de animais, e também é uma porta de entrada para a criminalidade dentro da USP, uma vez que a expansão urbana e a especulação imobiliária permitiram um avanço do jardim Paiva sem que ocorra seu devido planejamento, acarretando nos problemas acima citados.

O reflorestamento da USP também foi palco no ano passado de um incêndio que levou à grandes perdas biológicas e de trabalho de pesquisadores da USP, como devem ter visto no noticiário. é dito por laudo do IBAMA que o incêndio foi criminoso. mas pode ter sido fruto destas más práticas, como velas para macumba em lugar inapropriado, associado à grande quantidade de capim-elefante, braquiária e colonião que toma conta do reflorestamento.

Meu ponto é o seguinte.
Um elefante come 100 kg de capim por dia.
Facilmente a Maison poderia fazer o manejo de enormes áreas do reflorestamento, podendo controlar o fogo que se tornará ano após ano um problema.

Outro ponto seria a contratação de efetivo para segurança, tanto da elefanta, quanto interno à USP, numa região que ameaça e cria um problema de segurança no entorno da USP. Isto geraria empregos podendo abrir concurso para Guarda-parque, com salários dignos. E resultaria em uma abordagem estratégica para o problema da segurança no campus.

Isto estimularia também a pesquisa científica, podendo gerar ao longo dos 2 ou 3 anos que a elefanta ficaria em Ribeirão, uma série de pesquisas como de reintrodução controlada de fauna em unidades de conservação e parques, comportamento animal, interação mega herbívoros e flora, etc.

Poderia ser promovido conjuntamente uma parceria USP-prefeitura-iniciativa privada, um mecanismo de financiamento desta alocação. por exemplo, junto à alguma usina de cana da região que queira doar $ e ser "amiga" do ambiente..

Como proposta de educação ambiental poderia ser desenvolvido passeios e trilhas de bicicleta no reflorestamento e na USP. Isto aproximaria a comunidade Ribeirão Pretana da Universidade de São Paulo.
Os muros da USP costumam afastar a sociedade do conhecimento.

E poderia também ser um jeito de pressionar para a criação do Parque Santa Luzia, na antiga pedreira na USP, criando mais um importante espaço de áreas verdes para o município.

E garanto a vocês que por muito menos que os 1,2 milhões sugeridos inicialmente para alocação da Maison no Bosque, seria possível dar muito mais bem estar, segurança e tomar uma atitude estratégica para o município como um todo, e para a USP também.

E o entardecer lá é digno de uma savana africana. A Mayson com certeza se sentiria em casa.

Enfim. os benefícios são muitos.

Estou realmente disposto a levar este projeto adiante. conversando com alguns professores da USP já consegui alguns importantes aliados.

Gostaria de um feed back de vocês, se alguém gostaria de participar para montar uma comissão e discutir essas idéias, para chegarmos a um modus operandis para tentar participar também da licitação.

Aguardo retorno dos possíveis interessados, e desculpe pela mensagem longa.
comentários e sugestões são bem-vindos.

Atenciosamente,
Gabriel

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Logo cedo no debate que surgiu, notei uma resistência a ideia de um grupo de pessoas, que fizeram de tudo para que a ideia caisse em descrédito rapidamente, para que nem chegasse a reverberar para o "grande público".

Então percebi que as pessoas que pesaram negativamente eram TODAS trabalhadoras do Bosque Fabio Barreto. Fiquei me perguntando o por que da cegueira em tentar descartar tão rápido minha ideia.

A única coisa que me vem a cabeça é a seguinte:

O bosque tem vários contratados que não são concursados públicos, o que é de certa maneira ilegítimo, uma vez que um espaço público tem que abrir concursos públicos para a contratação do efetivo.

Logo, concluo que muitos que estão lá são parentes de políticos ou de pessoas influentes. Logo, o bosque é mais um cabide de emprego.

Tendo somente pessoas lá dentro que são governistas, fica mais fácil que qualquer transação ocorra a "toque de caixa", sem a transparência devida. Assim fica fácil fazer as maracutaias, cobrar 1,2 milhões pra construir o puxadinho da Maison, e sabe-se lá pra onde vai tanto dinheiro ?$?$?$?$.

óbvio que a Maison só pode ficar no bosque.
A elefanta expiatória virou um artefato político, e melhor de tudo, que irá gerar dinheiro para os sedentos e sedentários.

Mas será que a ganância pelo dinheiro que vai entrar para o bosque para cuidar da elefanta é tão grande a ponto de ser uma decisão política conduzida por um pequeno grupo de pessoas com interesses diretos? isso me cheira a marmelada. especialmente em ano de eleição...

Não seria a melhor decisão aquela que consiga trazer melhor bem-estar para a Maison com menor custo e outros objetivos estratégicos?

Me resta saber se os 6.458 membros do grupo "Fica Maison" são realmente um "respeitável público" capaz de saber quais os jogos políticos que ocorrem nos bastidores, ou se estão todos fazendo o papel do palhaço, mais uma vez?