Hoje cedo (23/04/2012) fui à reunião na prefeitura a respeito do orçamento para a construção do recinto da Maison, que está determinado pela alta cúpula deliberativa de iluminados de Ribeirão Preto, que será no Bosque Fábio Barreto.
Logo que cheguei, um bruta-montes veio pra cima de mim e falou no pé do meu ouvido: " você não vau me dar trabalho aqui hoje não?". Já me senti intimidado e nem tinha intenção de me manifestar. Mas provocado desta forma disse:
- "Não sou eu quem você deve vigiar, mas sim aqueles que estão no poder. Eles sim devem estar fazendo algo errado".
Começada a palhaçada, Absolutamente todos os funcionários do bosque presentes para dar coro e platéia para o circo armado. Presentes também estavam os representantes da Nestlé, Telefônica, e umas seis empresas construtoras junto à mesa de negociações e a secretária da destruição do meio ambiente, Mariel Silvestre.
Assim que começou o mela-mela de dona Darcy, de seu "instinto materno" com a Maison e outros blá blá blás... Tive que me manifestar e gritei:
-- "Com qual dignidade a Maison Ficará? saiu de um circo e foi para outro!"
O bruta montes me deu uma barrigada com seus braços cruzados apoiando-se sobre a mesma. me retirei da sala. Os seres das trevas todos se manifestaram...
- " Que absurdo, você é contra o município? " - dizia um Maçon de bigode também membro do cabide de emprego do setor público municipal.
Me retirei, o bruta-montes não me deixou entrar mais até o final do circo. Quando novamente entrei, Dona Darcy dizia sobre as construtoras que financiaram em materiais a construção do recinto. Indaguei novamente:
- " Qual a contra-partida das construtoras? algumas licitações no caso da re-eleição?". O circo prosseguiu... não tinha mais nada a dizer. me retirei.
Lá fora, veio uns 15 funcionários do Bosque, capitaneados por um que era um pouco mais hostil, que veio pra cima de mim dizendo:
" -- Você é louco comparar nosso bosque com um circo ? ".
A tentativa de intimidação é nítida. indaguei se essa era a tentativa dele, de me intimidar. e pelo meio dos seres das trevas passei e me retirei.
Parte do dinheiro sairá de um fundo de educação ambiental. Como se educar crianças e e adultos colocando um elefante em um cubículo de 750 m², como o IBAMA prevê que seja suficiente? Qual a eficiência desta educação ambiental municipal, que ensina que o Agro-Negócio é bom para proteger a vida?
Não a toa vivemos uma crise de percepção ambiental, o inimigo oculto está infliltrado em nossas instituições. Se não reapropriarmos nossas instituições , Ribeirão continuará fazendo o mesmo papelão, sendo apenas a capital do agro-negócio, e nada mais para seus cidadãos.
Orgulho será o dia que formos a capital da Agro-Ecologia.
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segunda-feira, 23 de abril de 2012
Entrevista Completa dada à Revista REVIDE sobre o caso Maison
Aqui está o Link da parte editada da Revista REVIDE, mas segue também a entrevista completa, para quem interessar.
Obrigado pela atenção.
Com pesar sobre a Maison... de um circo para outro...
http://www.revide.com.br/gerais/discussoes-ambientais/
mas Segue entrevista completa, pois está mais informativa.
1- A manifestação que acontecerá no dia 28 acontecerá em uma cidade específica ou em várias cidades simultaneamente?
2 - Existe um grupo ou uma ONG coordenando essa manifestação pelo Brasil? E aqui em Ribeirão Preto tem? (Estou perguntando isso, pois é legal ter um nome para atribuir)
1 e 2 – A manifestação anti-vivissecção e experimentação animal estará ocorrendo no mundo inteiro no dia 28/04. No Brasil será o segundo ano que ocorre, e ampliou desde sua primeira edição, com apenas cinco cidades participantes, para mais de 50 cidades. No Brasil tem como organização coletivos como o grupo “Cadeia para quem maltrata os animais”. Tem como objetivos sensibilizar as pessoas e instituições de pesquisa sobre os direitos e o bem-estar dos animais, o consumo consciente de produtos que não explorem os animais e gerar um encontro de ideias e pessoas para se pensar alternativas. Aqui em Ribeirão Preto é uma organização independente de pessoas engajadas com a causa. Podemos chamar de movimentos ING e ONGs: indivíduos e organizações não governamentais.
3 - No dia 28 vocês se reunirão, a partir disso vocês farão algum ofício para enviar às secretarias municipais e a prefeitura?
3 – A ideia de início é sensibilizar as pessoas e causar reflexão. Os encaminhamentos futuros podem ser o convite à comunidade acadêmica, como o comitê de ética da USP, para se debater o assunto, ter um panorama geral da situação, e pensar alternativas que possam se materializar em mudanças. Responder a perguntas como: qual o limite do tolerável? Existem procedimentos e protocolos científicos que podem ser revistos para diminuir a mortalidade das cobaias? Coisas deste tipo. Mas penso que ficará restrito num primeiro momento ao debate junto às instituições de pesquisa.
4 - Sobre o Santuário Animal e o centro de triagem e reabilitação de animais silvestres. Se faz necessário aqui em RP?
4 – Sobre o santuário animal, o centro de triagem e reabilitação de animais, se faz mais do que necessário. Na região de Ribeirão Preto temos a paisagem do meio rural extremamente fragmentada, com matas de cerrado e floresta semi-decidual, que comportam grande quantidade de fauna, como lobos-guará, tamanduás, veados e outros animais que estão em risco de extinção. Esta fragmentação faz com que estes animais se desloquem para os canaviais, para as beiras de estrada, por não terem mais seus habitats naturais preservados. Assim estão sujeitos ao fogo dos canaviais e às mortes por atropelamento. Quando um animal destes é capturado nestas situações, é solto sem nenhuma previsão, acompanhamento e monitoramento da existência de outros da espécie por perto e de como está sua saúde. Na falta de uma estrutura para endereçar estas questões, quem faz isso é a polícia ambiental ou os bombeiros, que não tem uma análise mais aprofundada com a fauna na região, situação que seria resolvida com o estabelecimento de um centro de reabilitação e triagem de animais silvestres. Este é um mecanismo para dar suporte à biodiversidade da fauna nativa, gerido pelo IBAMA, e que não existe na região de Ribeirão Preto.
Quanto ao santuário animal, se trata de uma outra forma de estabelecer a relação homens-natureza. Os zoológicos como conhecemos são lugares para as pessoas. Os santuários tendem a ser lugares para os animais. Esta é a diferença fundamental. Isto implica na percepção ambiental das pessoas sobre a responsabilidade com o mundo que os cerca. Basicamente é uma forma de oferecer qualidade de vida aos animais e melhor educar as pessoas. O zoológico tenta recriar um ambiente artificial, para na aparência lembrar o habitat da espécie. No santuário, o local a ser escolhido já tende a ser o habitat natural, ou muito próximo disso, com ampla liberdade, autonomia e dignidade para as espécies residentes.
5- Existe casos de experimentação e vivissecção animal aqui em RP? (Desculpe se a pergunta soou um pouco óbvia, mas é que não sei mesmo)
5 – a maior parte das instituições de pesquisas como a USP, Barão de Mauá, Moura Lacerda, fazem uso de cobaias para seus experimentos, aulas práticas, etc. A USP mantém um biotério com ratos, coelhos e cobras para suprir os laboratórios de pesquisa. Não tenho acesso agora ao número de animais mortos por dia, mas com certeza não é um número trivial.
6- Tem uma base de quantas pessoas se reunirão no sábado (28) aqui em RP?
6 – estamos esperando algo em torno de 30 pessoas para o debate do dia 28. Ainda são poucas as pessoas que efetivamente se engajam para a luta nas causas animais, por isso a necessidade de promover estes encontros para estimular a ação e sensibilização.
7- Você citou questionar a capacidade do bosque como abrigo para animais. Acha o local inadequado?
7 – Uma coisa é pensar se o zoológico é um espaço para os animais ou para as pessoas. Penso que o bosque zoológico é um espaço para as pessoas conhecerem uma diversidade de bichos, mas que não consegue efetivamente promover outra função inerente a estes espaços: a conservação das espécies, com bem-estar, dignidade, e capacidade para a reprodução. A taxa de reprodução das espécies em zoológicos é muito baixa. A partir desta resposta vamos para outro elemento que deve ser analisado.
Para compreender o bosque é preciso colocar em perspectiva histórica sua ocupação. O espaço foi recebendo sucessivas liberações do IBAMA para receber animais, e acabou por se tornar um zoológico. Mas não foi uma instituição que foi planejada para isso. Foi um improviso, que foi recebendo improvisos, e hoje está operando, ainda improvisando. Tanto que o recinto da elefanta Maison é um improviso, uma vez que não tem vocação natural para comportar um elefante. Digo vocação no senso Amplo. Não os 750 m² que o IBAMA diz ser suficiente para alojar um elefante. E é justamente esta cultura do improviso que as administrações públicas precisam superar para que dê lugar à cultura do planejamento sistemático, encadeado, consequente, que reflita os avanços da tecnologia e permita a inserção dos valores da sociedade.
Um reflexo desta cultura do improviso e uma implicação prática puderam ser observados no feriado da páscoa. A caminhada do calvário terminou no Morro do São Bento. Ao final da encenação houve a queima de fogos imediatamente ao lado do Bosque Zoológico, afetando a todos os animais. Tentei acessar as secretarias de cultura e o bosque alertando para este problema antecipadamente, e houve apenas negligência.
Uma cultura de planejamento incorporará elementos do uso e ocupação do solo, criando parâmetros normativos que levem em consideração as peculiaridades, como a presença de um zoológico ao lado da queima de fogos. No caso, a construção de um santuário animal deve considerar diversos aspectos para a sua localização, que irá refletir na relação com o seu entorno, como a criação de um ambiente de paz para os animais residentes, permitindo, entre outras coisas, aumentar a compressão dos seres humanos sobre como nossas ações estão conectadas com a natureza. Afinal, somos todos uma coisa só.
8- Só para ter registrado, vou perguntar outra vez: O caso da Maison foi um divisor de águas para os protetores de animais decidirem se reunir?
8 – Recentemente a sociedade vem despertando e se sensibilizando sobre a condição animal no Brasil, mas com certeza a elefanta Maison foi um disparador para suscitar uma série de questionamentos. É preciso ter maturidade e ir além do tabu para endereçarmos qual o futuro que queremos para nossa sociedade, nossas crianças, nosso ambiente e isso perpassa por fazer uma análise crítica sobre como as nossas instituições estão organizadas.
Obrigado pela atenção.
Com pesar sobre a Maison... de um circo para outro...
http://www.revide.com.br/gerais/discussoes-ambientais/
mas Segue entrevista completa, pois está mais informativa.
1- A manifestação que acontecerá no dia 28 acontecerá em uma cidade específica ou em várias cidades simultaneamente?
2 - Existe um grupo ou uma ONG coordenando essa manifestação pelo Brasil? E aqui em Ribeirão Preto tem? (Estou perguntando isso, pois é legal ter um nome para atribuir)
1 e 2 – A manifestação anti-vivissecção e experimentação animal estará ocorrendo no mundo inteiro no dia 28/04. No Brasil será o segundo ano que ocorre, e ampliou desde sua primeira edição, com apenas cinco cidades participantes, para mais de 50 cidades. No Brasil tem como organização coletivos como o grupo “Cadeia para quem maltrata os animais”. Tem como objetivos sensibilizar as pessoas e instituições de pesquisa sobre os direitos e o bem-estar dos animais, o consumo consciente de produtos que não explorem os animais e gerar um encontro de ideias e pessoas para se pensar alternativas. Aqui em Ribeirão Preto é uma organização independente de pessoas engajadas com a causa. Podemos chamar de movimentos ING e ONGs: indivíduos e organizações não governamentais.
3 - No dia 28 vocês se reunirão, a partir disso vocês farão algum ofício para enviar às secretarias municipais e a prefeitura?
3 – A ideia de início é sensibilizar as pessoas e causar reflexão. Os encaminhamentos futuros podem ser o convite à comunidade acadêmica, como o comitê de ética da USP, para se debater o assunto, ter um panorama geral da situação, e pensar alternativas que possam se materializar em mudanças. Responder a perguntas como: qual o limite do tolerável? Existem procedimentos e protocolos científicos que podem ser revistos para diminuir a mortalidade das cobaias? Coisas deste tipo. Mas penso que ficará restrito num primeiro momento ao debate junto às instituições de pesquisa.
4 - Sobre o Santuário Animal e o centro de triagem e reabilitação de animais silvestres. Se faz necessário aqui em RP?
4 – Sobre o santuário animal, o centro de triagem e reabilitação de animais, se faz mais do que necessário. Na região de Ribeirão Preto temos a paisagem do meio rural extremamente fragmentada, com matas de cerrado e floresta semi-decidual, que comportam grande quantidade de fauna, como lobos-guará, tamanduás, veados e outros animais que estão em risco de extinção. Esta fragmentação faz com que estes animais se desloquem para os canaviais, para as beiras de estrada, por não terem mais seus habitats naturais preservados. Assim estão sujeitos ao fogo dos canaviais e às mortes por atropelamento. Quando um animal destes é capturado nestas situações, é solto sem nenhuma previsão, acompanhamento e monitoramento da existência de outros da espécie por perto e de como está sua saúde. Na falta de uma estrutura para endereçar estas questões, quem faz isso é a polícia ambiental ou os bombeiros, que não tem uma análise mais aprofundada com a fauna na região, situação que seria resolvida com o estabelecimento de um centro de reabilitação e triagem de animais silvestres. Este é um mecanismo para dar suporte à biodiversidade da fauna nativa, gerido pelo IBAMA, e que não existe na região de Ribeirão Preto.
Quanto ao santuário animal, se trata de uma outra forma de estabelecer a relação homens-natureza. Os zoológicos como conhecemos são lugares para as pessoas. Os santuários tendem a ser lugares para os animais. Esta é a diferença fundamental. Isto implica na percepção ambiental das pessoas sobre a responsabilidade com o mundo que os cerca. Basicamente é uma forma de oferecer qualidade de vida aos animais e melhor educar as pessoas. O zoológico tenta recriar um ambiente artificial, para na aparência lembrar o habitat da espécie. No santuário, o local a ser escolhido já tende a ser o habitat natural, ou muito próximo disso, com ampla liberdade, autonomia e dignidade para as espécies residentes.
5- Existe casos de experimentação e vivissecção animal aqui em RP? (Desculpe se a pergunta soou um pouco óbvia, mas é que não sei mesmo)
5 – a maior parte das instituições de pesquisas como a USP, Barão de Mauá, Moura Lacerda, fazem uso de cobaias para seus experimentos, aulas práticas, etc. A USP mantém um biotério com ratos, coelhos e cobras para suprir os laboratórios de pesquisa. Não tenho acesso agora ao número de animais mortos por dia, mas com certeza não é um número trivial.
6- Tem uma base de quantas pessoas se reunirão no sábado (28) aqui em RP?
6 – estamos esperando algo em torno de 30 pessoas para o debate do dia 28. Ainda são poucas as pessoas que efetivamente se engajam para a luta nas causas animais, por isso a necessidade de promover estes encontros para estimular a ação e sensibilização.
7- Você citou questionar a capacidade do bosque como abrigo para animais. Acha o local inadequado?
7 – Uma coisa é pensar se o zoológico é um espaço para os animais ou para as pessoas. Penso que o bosque zoológico é um espaço para as pessoas conhecerem uma diversidade de bichos, mas que não consegue efetivamente promover outra função inerente a estes espaços: a conservação das espécies, com bem-estar, dignidade, e capacidade para a reprodução. A taxa de reprodução das espécies em zoológicos é muito baixa. A partir desta resposta vamos para outro elemento que deve ser analisado.
Para compreender o bosque é preciso colocar em perspectiva histórica sua ocupação. O espaço foi recebendo sucessivas liberações do IBAMA para receber animais, e acabou por se tornar um zoológico. Mas não foi uma instituição que foi planejada para isso. Foi um improviso, que foi recebendo improvisos, e hoje está operando, ainda improvisando. Tanto que o recinto da elefanta Maison é um improviso, uma vez que não tem vocação natural para comportar um elefante. Digo vocação no senso Amplo. Não os 750 m² que o IBAMA diz ser suficiente para alojar um elefante. E é justamente esta cultura do improviso que as administrações públicas precisam superar para que dê lugar à cultura do planejamento sistemático, encadeado, consequente, que reflita os avanços da tecnologia e permita a inserção dos valores da sociedade.
Um reflexo desta cultura do improviso e uma implicação prática puderam ser observados no feriado da páscoa. A caminhada do calvário terminou no Morro do São Bento. Ao final da encenação houve a queima de fogos imediatamente ao lado do Bosque Zoológico, afetando a todos os animais. Tentei acessar as secretarias de cultura e o bosque alertando para este problema antecipadamente, e houve apenas negligência.
Uma cultura de planejamento incorporará elementos do uso e ocupação do solo, criando parâmetros normativos que levem em consideração as peculiaridades, como a presença de um zoológico ao lado da queima de fogos. No caso, a construção de um santuário animal deve considerar diversos aspectos para a sua localização, que irá refletir na relação com o seu entorno, como a criação de um ambiente de paz para os animais residentes, permitindo, entre outras coisas, aumentar a compressão dos seres humanos sobre como nossas ações estão conectadas com a natureza. Afinal, somos todos uma coisa só.
8- Só para ter registrado, vou perguntar outra vez: O caso da Maison foi um divisor de águas para os protetores de animais decidirem se reunir?
8 – Recentemente a sociedade vem despertando e se sensibilizando sobre a condição animal no Brasil, mas com certeza a elefanta Maison foi um disparador para suscitar uma série de questionamentos. É preciso ter maturidade e ir além do tabu para endereçarmos qual o futuro que queremos para nossa sociedade, nossas crianças, nosso ambiente e isso perpassa por fazer uma análise crítica sobre como as nossas instituições estão organizadas.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Mayson, uma elefanta no bosque de Ribeirão?
Parabéns aos realizadores!
Vinicius Barros, Jessica Romeiro e Reinaldo Romeiro!
Zoológicos ou Santuários ?
Zoológicos ou Santuários ?
Texto Via Cristina Reis - Imagem Ronaldo Kohn
FECHEM Zoológicos..Abram SANTUÁRIOS!

Zoológicos: prisões de animais até a morte (que crime eles cometeram?)
Quem pode se divertir vendo animais enjaulados e infelizes?
O escritor José Saramago afirmava que, se pudesse, ele fecharia todos os zoológicos do mundo. Ele nunca pode entender como as pessoas conseguem se divertir nestes parques onde, geralmente, animais tristes em cativeiro sofrem terrivelmente em espaços imundos e pequenos vivendo num tédio e monotonia,maus tratos por funcionários. Atualmente, os zoológicos são totalmente desnecessários porque há inúmeros vídeos e documentários sobre a vida animal.
Nos zôos as pessoas aprendem que os animais são tratados como objetos de consumo: se divertem vendo a dignidade perdida dos animais.
Quem quer se divertir vendo animais enjaulados e infelizes?
A exploração de animais em zoológicos é uma violação à Declaração Universal dos Direitos dos Animais que assegura que todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins supostamente educativos é condenável.
Os zoológicos são prejudiciais até mesmo para a preservação da fauna em cativeiro.
Um estudo da Sociedade Real Britânica para a Prevenção de Crueldade contra Animais denunciou recentemente que a vida nos zoológicos está matando os elefantes no mundo. Segundo o estudo, os elefantes selvagens vivem muito mais tempo do que os mantidos em cativeiro. A fêmea africana consegue chegar apenas aos 17 anos em um zoológico, enquanto as fêmeas, vivendo naturalmente no Quênia, vivem uma média de 56 anos. O estresse e a obesidade são provavelmente os fatores responsáveis pelas mortes.
Elefantes aprisionados em zôos sofrem freqüentemente de Infanticídio, herpes, tuberculose, infertilidade e comportamento estereotipado. A vida nos zoológicos está matando os elefantes e sendo degradante para todos os animais. A população de elefantes dos zôos não cresce se não houver novas importações.
Não podemos permitir que estas crueldades continuem.
Devemos ensinar as crianças (e adultos) a respeitarem os animais. Nos zôos as pessoas aprendem que os animais são tratados como objetos de consumo: se divertem vendo a dignidade perdida dos animais. No final do dia, quando o público sai do zoológico, os animais, tristes, permanecem aprisionados. Que crime eles cometeram? —
Texto Via Cristina Reis - Imagem Ronaldo Kohn
FECHEM Zoológicos..Abram SANTUÁRIOS!

Zoológicos: prisões de animais até a morte (que crime eles cometeram?)
Quem pode se divertir vendo animais enjaulados e infelizes?
O escritor José Saramago afirmava que, se pudesse, ele fecharia todos os zoológicos do mundo. Ele nunca pode entender como as pessoas conseguem se divertir nestes parques onde, geralmente, animais tristes em cativeiro sofrem terrivelmente em espaços imundos e pequenos vivendo num tédio e monotonia,maus tratos por funcionários. Atualmente, os zoológicos são totalmente desnecessários porque há inúmeros vídeos e documentários sobre a vida animal.
Nos zôos as pessoas aprendem que os animais são tratados como objetos de consumo: se divertem vendo a dignidade perdida dos animais.
Quem quer se divertir vendo animais enjaulados e infelizes?
A exploração de animais em zoológicos é uma violação à Declaração Universal dos Direitos dos Animais que assegura que todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural. Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins supostamente educativos é condenável.
Os zoológicos são prejudiciais até mesmo para a preservação da fauna em cativeiro.
Um estudo da Sociedade Real Britânica para a Prevenção de Crueldade contra Animais denunciou recentemente que a vida nos zoológicos está matando os elefantes no mundo. Segundo o estudo, os elefantes selvagens vivem muito mais tempo do que os mantidos em cativeiro. A fêmea africana consegue chegar apenas aos 17 anos em um zoológico, enquanto as fêmeas, vivendo naturalmente no Quênia, vivem uma média de 56 anos. O estresse e a obesidade são provavelmente os fatores responsáveis pelas mortes.
Elefantes aprisionados em zôos sofrem freqüentemente de Infanticídio, herpes, tuberculose, infertilidade e comportamento estereotipado. A vida nos zoológicos está matando os elefantes e sendo degradante para todos os animais. A população de elefantes dos zôos não cresce se não houver novas importações.
Não podemos permitir que estas crueldades continuem.
Devemos ensinar as crianças (e adultos) a respeitarem os animais. Nos zôos as pessoas aprendem que os animais são tratados como objetos de consumo: se divertem vendo a dignidade perdida dos animais. No final do dia, quando o público sai do zoológico, os animais, tristes, permanecem aprisionados. Que crime eles cometeram? —
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